A Casa do Impacto esteve à conversa com Maria de Azevedo Brito e Rose Dekker , co-founders da Ambigular, um dos 3 projetos finalistas do programa de aceleração Rise for Impact.

A Ambigular é um startup que produz eventos e produtos de storytelling em colaboração com pessoas de minorias culturais e étnicas, visando a desconstrução do preconceito, e em simultâneo desenvolver técnicas de comunicação e criatividade com as comunidades.

 

Como surgiu a ideia de criação deste projeto?

Fomos co-fundadoras de uma organização na China onde desenvolvemos um trabalho semelhante. Trabalhámos com diferentes comunidades na China e publicámos as suas histórias em diferentes formatos e plataformas. Esse trabalho nasceu de uma vontade de combater o preconceito e a discriminação social, aliada a uma paixão por histórias, media, e comunidade. Ambigular é o resultado do que aprendemos com a nossa experiência anterior.

Como tiveram conhecimento do Rise for Impact? O que é que vos impulsionou a participar?

No final de 2019, ainda em Xangai, decidimos que em 2020 iríamos continuar o nosso trabalho em Portugal. A pandemia acabou por antecipar a nossa mudança e, quando chegámos, no meio do primeiro confinamento, apesar de toda a experiência que tínhamos, não sabíamos exatamente por onde começar. Foi então que, numa pesquisa online, descobrimos a Casa do Impacto e o Rise for Impact. Achámos que seria uma excelente oportunidade para arrancar com o projeto.

Em 3 palavras com descreveriam a vossa experiência no programa de aceleração?

Enriquecedora, Construtiva, Divertida.

De que forma a Capacitação contribuiu para o desenvolvimento do projeto?

Durante a fase de capacitação, a nossa ideia tornou-se num plano sólido com um rumo concreto. Estudámos o mercado, desenvolvemos o nosso modelo de negócio e aperfeiçoámos a nossa avaliação de impacto.

Enquanto finalistas do Rise for Impact, chegaram à fase de Incubação – quais os benefícios de estarem incubados na Casa de Impacto?

Foi na fase de incubação que começámos a implementar a Ambigular; as sessões de mentoria foram essenciais para a estratégia comercial e para a criação do nosso produto, assim como para manter o foco no percurso que estamos a percorrer.

Que benefícios retiraram do contacto com outros empreendedores e projetos de impacto integrados no programa e na Comunidade?

O feedback que fomos recebendo de outros empreendedores, assim como a oportunidade de conhecer as abordagens e estratégias de outros empreendedores. Outro grande benefício foi a rede de novos contactos à qual fomos tendo acesso.

Como cresceu o vosso projeto desde que iniciaram a primeira fase do programa até agora? Que milestones atingiram?

Quando fomos selecionadas para participar no Rise, tínhamos só uma idea. No final do Rise, temos vendas, parcerias estabelecidas, um programa de storytelling completo e um segundo a começar, uma avaliação de impacto concluída e dois produtos de histórias – um podcast e um livro ilustrado co-criados com uma comunidade de mulheres refugiadas – prestes a serem lançados.

De que forma o vosso projeto contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU?

O nosso programa de storytelling promove, por um lado, a resiliência e a participação das comunidades que se inscrevem no programa e, por outro, desconstrói preconceitos enraizados na sociedade que perpetuam a exclusão social e a desigualdade de oportunidades. Ao trabalharmos nestas duas vertentes, pretendemos cumprir o ODS 10, Redução das Desigualdades.

Como dizem no vosso webite “As histórias do mundo nas nossas mãos. Ambigular conta histórias que constroem uma sociedade inclusiva”, em 5 anos, como veem a história da Ambigular? Previsões para o futuro?

Em 5 anos, a história de Ambigular não será diferente da história do mundo em que vivemos: uma história diversa, rica, multifacetada.

(…) Estamos também a desenvolver uma rede de contactos com outras plataformas de storytelling para impacto social, noutros países, (…) de forma a aumentar a visibilidade das mesmas.

É importante criar esta rede internacional porque o século XXI está e vai continuar a testar-nos de uma maneira sem precedentes. As histórias são a ferramenta que usamos desde tempos imemoriais para coexistirmos e construirmos sociedades. Vamos necessitar de histórias que construam sociedades fortes – assentes na sua diversidade – de forma a sermos capazes de nos entendermos, colaborarmos e ultrapassarmos os desafios climáticos, pandémicos, políticos, sociais, económicos e tecnológicos.

Que mensagem gostariam de deixar a todos os empreendedores que pensam em candidatar-se à próxima edição do Rise for Impact?

Todas as fases do Rise for Impact foram bastante úteis para o desenvolvimento do nosso projeto, e em cada fase tivemos contacto com outros empreendedores e projetos que valeram a pena conhecer. Recomendamos a todos os empreendedores, independentemente da fase do projeto!

Fica atento/a, durantes as próximas semanas vamos conversar com todos os finalistas do programa de aceleração. O período de candidaturas à nova edição do Rise for Impact já começou. Candidata-te aqui e junta-te à comunidade que faz a diferença!

SAVE THE DATE: Pitch Final do Rise for Impact, dia 13 de maio, LIVE no facebook da Casa do Impacto.

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neon com a frase we are all made of stories