Como é que é aquela frase? “O caminho faz-se caminhando”, não é?
Quando começa vamos cheios de sonhos, de coisas que queremos fazer, objetivos traçados, timings intercalares definidos para nos manter no foco. Quando começamos acreditamos que tudo é possível e que nada nos pára.
Mas depois começamos efetivamente a andar. A perceber que nem sempre as condições são as esperadas, ou sequer possíveis de prever. Percebemos que há muitos contratempos, várias peças que se movem em rotas caóticas à nossa volta e a impossibilidade de controlar tudo. Percebemos que não temos visibilidade sobre muita coisa e, acima de tudo, que se o fizermos sozinhos, o caminho não só demora mais tempo, como é muito mais duro.
Quinze anos parece muito tempo quando pensamos nesse intervalo temporal sem qualquer contexto. Quinze anos parece muito tempo quando refletimos sobre as mudanças macro e micro que acontecem na vida de cada um de nós. Quinze anos são muitos anos na história de um Estado, um País ou mesmo da Humanidade.
Quinze anos parecem muitos, os suficientes para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU, em 2015. Mas agora estamos em 2026, a apenas quatro de lá chegar e, embora a meta já se veja ao longe, começamos a aperceber-nos de todos estes desafios, imprevisibilidades e vicissitudes do caminho.
Uma coisa é certa: nunca estivemos sozinhos.
Independentemente do que esperávamos no início, dos tais desafios que foram surgindo e das inevitabilidades do dia-a-dia, contámos sempre com Organizações, Empresas e Pessoas individuais para unir esforços, partilhar ideias, definir estratégias, recalcular e (re)construir em conjunto.
A parceria entre a Santa Casa da Misericórdia através da Casa do Impacto e a United Nations Association Portugal – UNA PORTUGAL – nasce de uma visão comum: promover conhecimento, cidadania ativa e soluções inovadoras que contribuam para um futuro mais sustentável e inclusivo. Ao juntar a capacidade da Casa do Impacto de catalisar Inovação Social com a experiência da UNA Portugal na promoção da Agenda 2030, esta colaboração cria um espaço de atuação mais sólido, mais amplo e mais transformador num caminho que é, cada vez mais, feito lado a lado.
A assinatura do Protocolo de colaboração entre nós veio apenas oficializar um compromisso que já era comum de desenvolver ações estratégicas, reforçar a mobilização, inspirar as mudanças necessárias e abrir espaço para a cocriação de várias iniciativas e eventos que deem voz à Sociedade Civil.
Esta Parceria é sustentada também pelas vozes de todos queles que se assumem como Agentes da Mudança, sejam eles Organizações e Empreendedores Sociais ou cidadãos que querem participar ativamente na construção de um futuro melhor. E porque tanto a Casa do Impacto como a UNA Portugal acreditam que é preciso dar palco a quem tem algo a acrescentar, no dia Internacional da Justiça Social abrimos as portas da Casa do Impacto para, num evento público, assinarmos o Protocolo e abrimos o debate sob o tema “Agenda 2030: o Caminho e os Desafios que temos pela frente”.
Aqui estamos hoje, com o sentimento de urgência que o tempo que já passou e o caminho já feito desde a definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos obriga a ter sempre presente. É tempo de avaliar o progresso nacional e global, debater o estado da arte, compreender tendências emergentes e identificar barreiras e oportunidades, essenciais para os próximos quatro anos e depois.
Porque o “caminho faz-se caminhando” e ainda há muito para andar, mas nunca vamos sozinhos.

