O Voluntariado é uma forma muito específica de cuidar, nem sempre direta, mas sempre feita com o coração no sítio certo.
E tem muito que se lhe diga! Longe vai o tempo em que ser Voluntário só era possível a quem se dedicasse de forma constante, com hora e local certo, numa presença fiel de continuidade garantida. Hoje, as vidas são diferentes, dividimo-nos entre mil sítios e responsabilidades, andamos atrás do horário a suplicar que chegue para tudo e que as vinte e quatro horas diárias se multipliquem. E o quão injusto seria se a vontade de ajudar, apoiar e estar presente fosse limitada pelo facto de o ritmo de vida estar cada vez mais acelerado?
Hoje todos podemos e temos espaço para fazer Voluntariado independentemente do nível de compromisso temporal que temos para dar. Na verdade, se o coração está no sítio certo, não interessa se esse sítio tem uma morada no mapa, ou uma hora semanal marcada na agenda, interessa apenas que nos faça sentir presentes com aqueles com quem estamos a passar e dedicar esse valioso bem que é o tempo. Interessa que faça a diferença e que acrescente!
Esta edição das Conversas Com Impacto vai focar-se no Voluntariado e no seu poder transformador, nas pessoas que o fazem e nas pessoas que o recebem. Este é o Voluntariado que queremos continuar a promover.
O Voluntariado faz parte do ADN da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Já são muitos anos a apostar neste campo e já são muitas pessoas, muitos Voluntários, que deixaram e continuam a deixar a sua marca e a contribuir para a felicidade de outrem nos vários Equipamentos que fazem esta Casa.
E como a Santa Casa, existem muitas outras Organizações que acreditam no poder transformador do Voluntariado e no valor que acrescenta a todos os envolvidos. Estas Organizações e Empresas estão atentas à passagem do tempo e às mudanças que causa, atentos e permeáveis às transformações na Sociedade e aos ritmos acelerados da vida de tantos nós. Porque a verdade é que o Voluntariado é uma relação bilateral em que as necessidades de ambas as partes têm de ser respondidas, criando condições para que este tipo de “serviço” seja acessível a todos e consiga chegar a novos públicos que também querem fazer parte, embora não saibam como.
Segundo as Tendências, Desafios Atuais e Futuros descritos nas Recomendações do Relatório Final do Estudo de Recolha e Análise de Dados sobre o Universo do Voluntariado em Portugal, adjudicado pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (2025):“ s OPV (Organização Promotoras de Voluntariado) indicam, no entanto, uma mudança no perfil de pessoas voluntárias, com uma tendência crescente, sobretudo por parte dos mais jovens, de privilegiarem atividades de voluntariado associadas a causas e com menores exigência em termos de compromisso de regularidade e de continuidade. (…) Face às alterações no perfil de pessoas voluntárias e na nossa sociedade, a informação recolhida indica que existe uma necessidade das atuais Organizações Promotoras de Voluntariado e outras Organizações da Sociedade Civil, repensarem o voluntariado e as atividades de voluntariado oferecidas”.
Não há nada mais importante no Voluntariado que as Pessoas. E é às Pessoas a que queremos continuar a chegar, é a mobilização cívica voltada para os outros que constrói sociedades mais solidárias e cidadãos mais conectados através da Empatia e Cuidado. Nesta Conversa vamos também falar de futuro e de como podemos continuar a construir uma Sociedade do Impacto de Pessoas para Pessoas.
O Voluntariado é a materialização de uma luta contra a indiferença que o quotidiano pode tornar contagiante.
Não te deixes contagiar e começa por fazer parte desta conversa, inscreve-te aqui.
Dia 26 de março, encontra-nos na Casa do Impacto, às 15h00.

